Sobre os noivos

Como é bom recordar! Conheça os detalhes da nossa caminhada até esse grande sonho do nosso casamento.

A história de como e onde eles se conheceram, podia ser super linda, algo do tipo "foi um encontro de almas", mas não teve nada disso.
No lugar de algo super romântico, meu querido cunhado mandou uma cantada barata. E não é que funcionou, minha gente?

Foi mais ou menos assim:
Natália, no Pub badaladinho da cidade há longos 4 anos atrás.
Ela e sua amiga estavam sentadas em uma mesa alta, tipo bistrô.
Ele entra. 
Ela não vê.
A amiga salva o amor.
"Nati, olha o tamanho daquele moço! É seu número."
Ela vira.
Ele vê.
Ela 1,81 - sem salto.
Ele 1,94 - sem contar o topete.
Ele continua vendo.
Ele encara a sua donzela.
Foi quando... ela resolveu se levantar.
Natália levantou.
Eduardo gamou. 
Foi amor aos primeiros 1,20m de pernas.
Eduardo correu por dentro da multidão, empurrou um ou outro desocupado. E então veio a espetacular abordagem - abre aspas:
"Nossa, como você é alta!"
E assim começou essa história linda desses dois gigantes.

Vamos aos fatos conseguintes:
Data: 22 de junho de 2012.
Cena: Eles se conhecem. E mesmo com a cantada do Eduardo, eles se aproximam.
Sinos tocam. 
Foi diferente.

Período: 22 de junho a 25 de agosto de 2012.
Cena: Romance.
Eles já sabem.
Todos já sabem.
O frio na barriga condena.
Não haverá solução, se não...

Data: 25 de agosto de 2012.
Cena: Pedido de namoro.
Personagens: Natália e Eduardo.
Local: Drive-Thru do Mc Donalds
Sensação térmica: Frio. Principalmente no estômago.

Confesso que sempre imaginei esse pedido como algo do tipo:
Moça do Mc: "Olá, boa noite. Qual o seu pedido?"
Eduardo: "Um Big Tasty, um Quarteirão sem picles e um pedido de namoro pra ela, por favor."
Moça do Mc: "Ok, dirija-se à próxima cabine para retirar."

Podia ter sido assim, mas não foi.
Eduardo é um romântico.
E espontaneidade é a palavra.
Ele a queria perto dele, só.
E então veio o pedido, carregado de coisas lindas e um futuro, nesse ponto, ainda desconhecido.
"[Declaração de amor linda], quer namorar comigo?" 

 

Sabe aquele frio na barriga do começo da história?
Nunca passou.
Nunca vai passar.
E pelo o que eu ouvi falar, isso tem um nome: AMOR.

O pedido de casamento...

O pedido estava pronto, organizado, arquitetado, preparado e ajustado DOIS meses antes de acontecer. Sim, foram ao menos 2 meses de agonia para mim, a irmã, sofrendo em silêncio com o segredo que eu guardava.

A cena foi a seguinte:

Novembro de 2015, eu na academia. Esteira. Correndo.

Entra o cunhado.

Ele diz: Oi cunha. Decidi uma coisa importante.

Eu mentalmente: MEU DEUS.

Ele: Vou pedir sua irmã em casamento.

Eu: (euforia total, choro, gritos incompreensíveis)

Ele: Roube um anel dela, para eu saber o tamanho.

Roubei.

Ele organizou todo o resto sozinho. Seria durante uma viagem deles ao nordeste.

Janeiro de 2016 chegou. Maceió.

Segundo dia de viagem romântica. Ele escolhe o local.

Será no Hibiscus, um bar romântico à beira da praia de Ipioca.

Eles foram cedo para aproveitar o dia.

Nuvens. Chuva. Frustração.

- Nesse ponto o maior medo do Eduardo era que a mania de organização da Natália, a fizesse encontrar o anel escondido em sua mala. Por sorte, Natália organizada estava de férias. -

Terceiro dia. Nova tentativa.

Sol. Maravilhoso. Pronto pra alumiar aquele momento que estava por vir.

Ele pede um frisante.

Prepara a GoPro.

Ele diz: Amor, vamos tirar uma foto.

Eles se posicionam.

Ele diz: Amor, vai ali na minha bolsa da máquina. Pegue uma caixinha pequena e a traga aqui pra mim.

Ela vai. Nem perguntou porque. Só foi.

E o desfecho depois de tudo resultou em um vídeo que vocês poderão acompanhar logo abaixo - https://vimeo.com/200280044 

 

Texto escrito por Isabela Canezin, a irmã da noiva!